Página Inicial VoltarO Poder Marcial Chinês - Jin
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O treino do Jin é uma parte muito importante das artes marciais Chinesas, mas não existe quase nada escrito em Inglês sobre esta matéria, e mesmo em Chinês pouca coisa. Muitos instrutores tinham os níveis avançados do Jin como secretos devendo apenas ser revelados a alguns alunos de confiança. Infelizmente também é o caso de muitos instrutores não entenderem muito bem o Jin. É uma disciplina difícil de explicar e ainda mais difícil de expressar em Inglês.

Muitos artistas marciais dos nossos dias não entendem o que é o Jin, ou então que é apenas treinado em alguns estilos peculiares. De facto quase todos os estilos marciais do Oriente treinam Jin. As diferenças baseiam-se na profundidade em que o Jin é percebido, nos diferentes tipos de Jin que são treinados, e na amplitude e características dos Jins que se dão ênfase. Por exemplo o estilo da Garra do Tigre dá ênfase ao Jin forte e duro, imitando a força muscular do tigre; os músculos predominam na maioria das técnicas. O Grou Branco , Xingyi, e o Bagua são estilos mais suaves, e os músculos são relativamente menos usados. No Taijiquan, o estilo mais suave, é dado especial ênfase ao Jin suave e o uso muscular é cortado ao máximo.

A aplicação do Jin traz –nos á maior diferença entre as artes marciais Orientais e as do Ocidente. Na China, os estilos e os artistas marciais são julgados pelo seu Jin. Qual é a profundidade com que é entendido e a habilidade com que é manifestado? O quão forte e eficaz é, e como é coordenado com a técnica marcial? Quando um artista marcial demonstra a sua arte sem Jin é chamado de “Fa quan xiu tui” o que significa “Punho de flor e perna de brocado.” Isto é para troçar do artista marcial que não tem Jin e é fraco como uma flor e suave como um brocado. Como uma dança, a sua arte é bonita mas sem utilidade. Também se diz que: “Lian quan bu lian gong, dao lao yi chang kong,” o que significa “Treinar quan e não gong, quando fores velho tudo vazio.” Isto significa que se um artista marcial apenas dá ênfase à beleza e suavidade das suas formas sem treinar o seu Gong, então quando envelhecer, não terá nada. O Gong aqui significa Qigong, e refere-se à cultivação do Qi e à sua coordenação com o Jin para o desenvolver ao máximo, e para tornar as suas técnicas eficientes e vivas. Como tal, se um artista marcial aprender a sua arte sem treinar o seu “Qigong” e o “Jin Gong,” uma vez que envelheça as técnicas que aprendeu serão inúteis, porque perdeu a sua força muscular.

Os artistas Marciais Chineses dizem que: “Wai lian jin gu pi, nei lian yi kou Qi,” o que significa “externamente, treina os tendões, ossos , e pele, e internamente uma boca cheia de Qi.” Isto significa que não interessa se praticas um estilo interno ou externo, se quiseres manifestar o máximo do teu Jin, tens de treinar externamente e internamente. Externamente significa o corpo físico, e internamente significa a circulação do Qi, a qual está relacionada com a respiração.

Tradicionalmente, o Jin tem sido considerado uma transmissão secreta na sociedade das artes marciais Chinesas. Isto não só porque não era revelado à maioria dos alunos, mas também porque não pode ser transmitido apenas por palavras. O Jin tem de ser experimentado. Diz-se que o mestre “transmite o Jin.” Uma vez que sintas o Jin a ser executado pelo mestre, perceberás do que fala e serás capaz de praticar sozinho. Sem um mestre experiente é mais difícil, mas não é impossível de aprender acerca do Jin. Existem princípios gerais e métodos de treino que um artista marcial experiente pode usar para entender as chaves desta prática. Se estiveres interessado em mais detalhes sobre esta disciplina, podes recorrer ao “Advanced Yang Style Tai Chi Chuan, Vol 1” do Dr. Yang Jwing Ming.


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