O programa de treino da YMAA, assim como é hoje apresentado no manual de treino internacional, foi inicialmente idealizado pelo mestre Yang para cada um dos seus níveis demorar cerca de 6 meses a ser completado, pelo que em média um aluno passaria duas listas por ano. Contudo, não nos devemos esquecer, que esta idealização contava também com uma média de três horas diárias de treino. Com o estilo de vida moderno, torna-se praticamente impossível seguir essa base de treino diária. No entanto, se as coisas forem bem planeadas, o tempo bem distribuído pelas nossas tarefas e com um bom horário semanal de treino de três a quatro sessões com cerca de uma hora e meia cada, seremos facilmente capazes de completar um nível em doze meses (pelo menos nos níveis mais básicos) e não em seis como planeado originalmente pelo mestre Yang. Naturalmente, com o avanço no treino e com o aumento da complexidade das matérias, mais tempo por dia e maior frequência semanal serão necessários para obter esta média de um nível por ano. É preciso ter em conta que, em cada treino se entende o tempo útil gasto por conta própria e/ou com um parceiro de exame na prática das várias matérias fora das aulas. As aulas servirão para correcção, melhoramento e aprendizagem de certas dicas da parte dos mais avançados, mas é essencialmente o tempo dedicado fora das aulas que nos fará progredir e aprofundar a matéria aprendida durante as sessões com os nossos instrutores/mestre.
Algumas dicas:
Dividir o nível em dois semestres e fazer metade em seis meses e outra metade nos seis meses seguintes. Com três sessões semanais de hora e meia cada, se treinássemos tudo de forma rotativa levaria uma eternidade para voltarmos a treinar uma matéria. Ao dividirmos o nível em dois e concentrarmo-nos mais em metade da matéria iremos concerteza praticar essa mesma matéria com mais regularidade. Não quer dizer no entanto, que não se possa nunca abordar a matéria que escolhemos deixar para o segundo semestre mas esta deverá ficar essencialmente em segundo plano. Da mesma forma, não devemos deixar de treinar completamente a metade já passada e concentrarmo-nos somente na que falta no segundo semestre. Esta divisão é só para marcar prioridades e definir objectivos mais concretos a curto/médio prazo.
Seis meses antes do exame:
Fazer um horário de treino com um, ou mais parceiros, com três a quatro treinos semanais de pelo menos uma hora/hora e meia cada sessão. Para as matérias em que é necessário menos espaço (e.g. Qin Na, Formas de Combate, Empurrar Mãos, etc...) pode-se treinar facilmente em casa com o parceiro, caso o ginásio não esteja disponível. Encaixar as matérias que se decidem testar nestas sessões de treino e treinar de forma rotativa; um dia isto, outro dia aquilo, até que se chega ao início do programa e se começa de novo.
Um mês antes:
Ter os itens a testar bem preparados e mostrá-los a um instrutor para que algum erro de maior possa ser corrigido e a correcção possa ainda ser interiorizada pelo praticante. Assim, um mês depois (data do exame), esta correcção será já manifestada naturalmente pela pessoa a ser testada e não terá de ser lembrada conscientemente em cada execução da técnica ou pelo parceiro/instrutores.
Uma semana antes:
Começar a relaxar, não pensar muito nas técnicas e não procurar correcções de última hora; estas podem confundir mais que ajudar e contribuir para um stress extra ao já existente normalmente antes dos exames. Quando os itens foram regularmente e bem treinados, uma semana antes do teste, o praticante deverá estar confiante o suficiente a ponto de não precisar de andar a treinar à última da hora e deverá preocupar-se mais em descansar, relaxar, e treinar de forma mais suave como forma de manutenção.
No dia:
Acordar cedo depois duma boa noite de sono. Não ter muita coisa planeada para esse dia, para que a mente esteja clara, calma e focada no teste que se aproxima. Atenção, que calma e foco, não devem ser confundidos com nervos e stress por estar sempre a pensar no teste. O exame deve ser encarado com naturalidade e não devemos fazer dele um bicho-de-sete-cabeças. Evitar usar equipamento por estrear (especialmente ténis). Muitas vezes, as calças quando novas, limitam um pouco os movimentos das pernas, podendo causar uma sensação desconfortável. Ainda que possa não ser decisivo, este incómodo pode ter influência negativa no desempenho da pessoa a ser testada. Os ténis, deverão mesmo ser os habituais do treino, ou pelo menos deverão já ter algumas semanas de uso a fim de que não só o seu interior esteja já moldado ao pé, como também para a pessoa estar já familiarizada com a sola, se escorrega mais ou menos, se é alta ou baixa, se é costume em tal movimento causar um ligeiro desequilíbrio que com o tempo se torna naturalmente compensado, etc...
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